Sobre a democracia na USP:
Neste semestre, haverá “eleições” para reitor. Eleições aparece aqui entre aspas porque na USP, uma das Universidades mais anti-democráticas do país, o processo de troca de reitor é bastante restrito e com pouca inserção da comunidade acadêmica. Alguns órgãos colegiados (congregações e conselhos centrais) elaboram uma lista de possíveis reitores com três nomes de professores titulares. Esta lista é encaminhada ao governador do Estado que indica quem será o próximo reitor da Universidade. Nos colegiados, a participação dos estudantes não ultrapassa a 20% (o mesmo acontece com os funcionários), sendo as decisões, como a escolha do novo reitor, concentradas nas mãos dos docentes titulares (dos professores que compõe os colegiados, aproximadamente 80% são titulares e estes representam apenas 15% do quadro docente da USP).
A falta de democracia não se limita ao processo de escolha do novo reitor. A composição dos órgãos colegiados demonstra que a própria estrutura decisória da Universidade é restrita como um todo.
Tais aspectos refletiram nos acontecimentos do semestre passado, em que a reitoria demonstrou total indisposição ao diálogo com o movimento dos professores, funcionários e estudantes. Em vez do diálogo, o que se viu foi presença da polícia militar no campus em conflito com a comunidade acadêmica.
Tudo isso não está distante da realidade do campus de São Carlos. Por aqui, se teve a transição da prefeitura do campus em coordenadoria, burocratizando ainda mais os processos administrativos e ampliando o poderio da reitoria. O planejamento do campus II foi definido pelo conselho gestor do campus sem levar em consideração o debate com a comunidade acadêmica e as reivindicações estudantis (localização do espaço para o CAASO e para Alojamento). O conselho gestor também aprovou a entrada da polícia militar no campus e ainda, este mesmo conselho queria restringir ainda mais a participação da representação discente, limitando o direito a voz desta.
É por este cenário que a discussão em torno da falta de democracia na USP urge em ser feita. E, para dar conta deste debate, os estudantes estão se organizando em torno da “Campanha pela Democracia”. O movimento dos docentes e dos funcionários também endossará a campanha.
Neste semestre, haverá “eleições” para reitor. Eleições aparece aqui entre aspas porque na USP, uma das Universidades mais anti-democráticas do país, o processo de troca de reitor é bastante restrito e com pouca inserção da comunidade acadêmica. Alguns órgãos colegiados (congregações e conselhos centrais) elaboram uma lista de possíveis reitores com três nomes de professores titulares. Esta lista é encaminhada ao governador do Estado que indica quem será o próximo reitor da Universidade. Nos colegiados, a participação dos estudantes não ultrapassa a 20% (o mesmo acontece com os funcionários), sendo as decisões, como a escolha do novo reitor, concentradas nas mãos dos docentes titulares (dos professores que compõe os colegiados, aproximadamente 80% são titulares e estes representam apenas 15% do quadro docente da USP).
A falta de democracia não se limita ao processo de escolha do novo reitor. A composição dos órgãos colegiados demonstra que a própria estrutura decisória da Universidade é restrita como um todo.
Tais aspectos refletiram nos acontecimentos do semestre passado, em que a reitoria demonstrou total indisposição ao diálogo com o movimento dos professores, funcionários e estudantes. Em vez do diálogo, o que se viu foi presença da polícia militar no campus em conflito com a comunidade acadêmica.
Tudo isso não está distante da realidade do campus de São Carlos. Por aqui, se teve a transição da prefeitura do campus em coordenadoria, burocratizando ainda mais os processos administrativos e ampliando o poderio da reitoria. O planejamento do campus II foi definido pelo conselho gestor do campus sem levar em consideração o debate com a comunidade acadêmica e as reivindicações estudantis (localização do espaço para o CAASO e para Alojamento). O conselho gestor também aprovou a entrada da polícia militar no campus e ainda, este mesmo conselho queria restringir ainda mais a participação da representação discente, limitando o direito a voz desta.
É por este cenário que a discussão em torno da falta de democracia na USP urge em ser feita. E, para dar conta deste debate, os estudantes estão se organizando em torno da “Campanha pela Democracia”. O movimento dos docentes e dos funcionários também endossará a campanha.
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